quinta-feira, 13 de agosto de 2015

The Depression Diaries, n° 43 - You look like a winter night. I could sleep inside the cold of you.

Não tá melhorando nada. Esse é meu ponto mais baixo? Existem multidões gritando no meu coração e eu não consigo discernir nada. Um borrão. Eu, um borrão. Here comes the sun. Here I come, Sun. Eu guerreio com o universo todos os dias e venço sempre, mas um dia eu vou perder. Eu vou perder e meu eu borrão vai se despedaçar, meu eu borrão vai se reciclar em qualquer coisa que o universo meu grande inimigo meu nemesis e melhor amigo quiser que eu seja. Mas eu finalmente vou perder minhas memórias. Meus momentos a que tanto me agarro, são a única coisa que tenho eu não existo sem eles, Eu me vejo nas três dimensões, eu me vejo sorrindo enquanto meu sorriso encontra os olhos das pessoas como se eu fosse espectador e participante ao mesmo tempo. Eu contemplo tudo como se eu fosse deus mas tudo o que sou é aquela que cai em todos os cenários possíveis, que achou que sabia muito que sabia demais que sabia tudo e sempre foi burra. Eu tento tirar fotografias com meus olhos que tem a qualidade da câmera de um celular defasado, eu me agarro a um bote que só faz afundar e afundar. Eu nunca me senti tão mal em toda a minha vida e cada vez mais o fim, a tela preta depois do fim do filme, o vácuo, o nada me parece a coisa mais atrativa que já existiu durante toda a criação. Então eu só me machuco pra forçar meu foco. Eu saio correndo pra tentar enganar minha mente a se calar. Eu fecho os olhos com toda a força do mundo e abraço minhas pernas e digo que eu não existo numa desesperada psicologia reversa. Nada disso é poético.